Também conhecido como
Implantação de bomba intratecal, Implantação de sistema implantável de administração de medicamentos, Implantação de bomba de dor, Colocação de bomba espinhal, Colocação de bomba de infusão de medicamentos, Implantação de dispositivo (específico para tipo de bomba, por exemplo, implantação de bomba de Baclofen, implantação de bomba de morfina).
Definição
A colocação da bomba refere-se a um procedimento cirúrgico que envolve a implantação de um dispositivo médico, normalmente uma bomba, concebido para administrar medicamentos, fluidos ou criar efeitos mecânicos no corpo. Estes sistemas consistem geralmente num reservatório de bomba e num cateter ou outro mecanismo para distribuir a substância ou efeito a um local alvo específico. Uma aplicação comum é o sistema de administração intratecal de medicamentos (IDDS), onde uma bomba é implantada, geralmente na parede abdominal, com um cateter tunelado até o espaço intratecal da medula espinhal para administrar analgésicos (como morfina, ziconotida) ou antiespasmódicos (como baclofeno) diretamente no líquido cefalorraquidiano (LCR).1 Este método permite uma terapia direcionada, potencialmente reduzindo os efeitos colaterais sistêmicos e exigindo dosagens gerais mais baixas do medicamento em comparação à administração oral ou parenteral.1 O objetivo de tais colocações de bombas pode ser o controle da dor crônica (dor relacionada ao câncer ou não oncológica), redução da espasticidade ou administração de quimioterapia (por exemplo, bombas de infusão da artéria hepática).1 O procedimento é normalmente eletivo e requer seleção cuidadosa do paciente e planejamento pré-operatório em relação ao local anatômico para implantação da bomba.1
Contexto clínico
A colocação da bomba é clinicamente indicada para diversas condições refratárias a tratamentos menos invasivos. Para sistemas de administração intratecal de medicamentos, as indicações incluem dor crônica relacionada ao câncer, dor persistente não oncológica (por exemplo, síndrome de dor regional complexa, síndrome de falha na cirurgia nas costas) e espasticidade grave (por exemplo, de esclerose múltipla, lesão medular, paralisia cerebral) não tratada adequadamente com medicamentos orais.1 A seleção do paciente envolve uma avaliação completa da condição subjacente, tratamentos anteriores, avaliação psicológica e expectativas realistas. O procedimento cirúrgico para uma bomba intratecal normalmente envolve a criação de uma bolsa subcutânea para a bomba (geralmente no abdômen) e a colocação cuidadosa de um cateter no espaço intratecal, geralmente sob orientação fluoroscópica.1 O manejo pós-operatório inclui a programação da bomba, o monitoramento da eficácia e dos efeitos colaterais (como infecção, problemas relacionados ao cateter ou dor de cabeça pós-punção dural3) e acompanhamento de longo prazo para reabastecimentos e ajustes da bomba. Os resultados esperados incluem redução significativa da dor, melhora da função e redução da espasticidade, melhorando assim a qualidade de vida do paciente.1 As taxas de sucesso variam dependendo da indicação e da população de pacientes, mas a administração intratecal de medicamentos geralmente é considerada eficaz para pacientes adequadamente selecionados.1,2
