Também conhecido como
Reoperação, repetição da cirurgia, cirurgia secundária, refazer cirurgia, cirurgia de acompanhamento, cirurgia adicional, cirurgia subsequente, procedimento cirúrgico novamente.
Definição
A cirurgia de revisão é um procedimento cirúrgico subsequente realizado para alterar ou corrigir os resultados de uma cirurgia anterior. É essencialmente uma operação de 'refazer' que pode ser necessária por vários motivos em diferentes especialidades médicas.¹ Pode envolver a substituição ou compensação de um implante com falha (como em substituições de articulações), a correção de resultados indesejáveis ou complicações da cirurgia inicial (como tecido cicatricial, dor persistente ou instabilidade), o tratamento de uma infecção que se desenvolveu no pós-operatório ou o tratamento de uma nova lesão ou recorrência da condição original.² O objetivo principal da cirurgia de revisão é melhorar a função, aliviar sintomas, corrigir problemas anatômicos ou tratar complicações que não foram resolvidas ou que surgiram de uma intervenção cirúrgica anterior. Embora comuns em ortopedia para substituições de articulações (por exemplo, quadril, joelho, ombro), os procedimentos de revisão podem ser aplicados a praticamente qualquer tipo de cirurgia onde os resultados iniciais são insatisfatórios ou onde novos problemas surgiram ao longo do tempo.³
Contexto clínico
A cirurgia de revisão é indicada em uma variedade de cenários clínicos onde uma intervenção cirúrgica primária não conseguiu atingir os objetivos pretendidos ou quando surgiram novas complicações. Razões comuns para cirurgia de revisão incluem falha mecânica de um implante (por exemplo, afrouxamento, desgaste ou quebra de uma prótese articular), instabilidade de uma articulação ou estrutura reparada cirurgicamente, dor persistente ou recorrente, infecção no local da cirurgia ou desenvolvimento de reações adversas nos tecidos (por exemplo, formação significativa de tecido cicatricial ou osteólise).¹ A seleção de pacientes para cirurgia de revisão envolve uma avaliação completa, incluindo uma história detalhada, exame físico e, muitas vezes, estudos de imagem avançados (raios X, Tomografia computadorizada, ressonância magnética) para identificar com precisão a causa da falha e planejar o procedimento corretivo.² Por exemplo, em cirurgia ortopédica, um paciente com uma prótese de quadril ou joelho pode precisar de revisão se sentir dor crescente, inchaço, instabilidade ou uma diminuição perceptível na função anos após a substituição inicial. O procedimento cirúrgico para cirurgia de revisão é muitas vezes mais complexo e tecnicamente exigente do que a cirurgia primária. Pode envolver a remoção de implantes com falha, desbridamento de tecidos não saudáveis, enxerto ósseo para tratar a perda óssea e a implantação de componentes de revisão especializados. Os resultados esperados variam dependendo do motivo da revisão, da saúde geral do paciente e do procedimento específico realizado, mas os objetivos gerais são aliviar a dor, restaurar a função e melhorar a qualidade de vida do paciente. A recuperação também pode ser mais longa e desafiadora em comparação com a cirurgia primária. As taxas de sucesso são geralmente mais baixas do que as dos procedimentos primários, e os riscos de complicações, como infecção ou falha adicional do implante, podem ser maiores.³
