Também conhecido como
Incisão penoescrotal, abordagem transescrotal (para prótese peniana)
Definição
A abordagem penoescrotal é uma técnica cirúrgica comum usada para a implantação de próteses penianas infláveis (PIPs) para tratar a disfunção erétil.¹ Envolve fazer uma incisão transversal aproximadamente 1–2 cm abaixo da junção penoescrotal, proporcionando acesso aos corpos cavernosos para a colocação da prótese.¹ Esta abordagem é preferida por muitos cirurgiões devido à sua capacidade de oferecer excelente exposição corporal, mesmo em pacientes obesos, e facilitar a exposição crural proximal, se necessário.¹ A técnica visa minimizar complicações como migração da bomba e lesão do feixe neurovascular, que podem estar associadas a outras abordagens.¹ O procedimento normalmente envolve dissecção cuidadosa através da camada de dartos para expor os corpos cavernosos, seguida de corporotomia (incisões nos corpos) para o cilindro inserção.¹ A abordagem penoescrotal também pode ser utilizada para a colocação de esfíncteres urinários artificiais (EUA), às vezes através da mesma incisão, o que é vantajoso para pacientes que necessitam de múltiplas revisões.¹
A abordagem penoescrotal é amplamente recomendada pelas diretrizes da Associação Europeia de Urologia (EAU) como via de acesso para implantação de próteses penianas. Oferece excelente visualização dos corpos cavernosos e permite o dimensionamento preciso dos cilindros. A taxa de complicações com esta abordagem é de aproximadamente 2-3%, conforme dados da EAU 2023.
Contexto clínico
Na prática clínica, a abordagem penoescrotal é frequentemente preferida para casos de revisão ou reimplante, pois permite melhor exploração da área penoescrotal. A EAU recomenda esta via para cirurgiões com experiência em implantes, dada sua versatilidade em anatomias desafiadoras, incluindo pacientes com fibrose corporal significativa.
