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Disúria

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Também conhecido como

Dor ao urinar, ardor ao urinar, ardor urinário, desconforto urinário, ardor ao urinar, dor uretral, ardor uretral, desconforto uretral, dor na micção, micção dolorosa, urodinia

Definição

Disúria é a sensação de dor e/ou queimação, ardência ou coceira na uretra ou no meato uretral associada à micção.1 É um sintoma urinário prevalente, experimentado pela maioria das pessoas pelo menos uma vez na vida. A disúria geralmente ocorre quando a urina entra em contato com o revestimento da mucosa uretral inflamado ou irritado. Isso é agravado e associado à contração do músculo detrusor e ao peristaltismo uretral, que estimula os receptores de dor submucosos, resultando em dor ou sensação de queimação durante a micção.2

A verdadeira disúria requer diferenciação de outros sintomas, que também podem ocorrer devido ao desconforto pélvico de várias condições da bexiga, como cistite intersticial, prostatite e dor suprapúbica ou retropúbica.3 Essa condição angustiante pode ser causada por vários fatores subjacentes, incluindo infecções do trato urinário (ITU), inflamação da bexiga, infecções sexualmente transmissíveis (IST) ou condições ainda mais graves, como cálculos renais.4

O desconforto associado à disúria pode impactar significativamente a qualidade de vida de um indivíduo e requer avaliação imediata e manejo adequado. Compreender as causas potenciais e procurar atendimento médico oportuno é crucial para aliviar o desconforto e resolver quaisquer problemas de saúde subjacentes associados à disúria. O tratamento varia dependendo da etiologia.5

Contexto clínico

A disúria é um sintoma comum tanto nos cuidados primários quanto na urologia, exigindo uma avaliação completa para determinar sua causa subjacente.1 O contexto clínico da disúria varia amplamente, pois pode estar associado a inúmeras condições que afetam o trato urinário e as estruturas adjacentes.

Na prática clínica, a disúria está mais comumente associada a infecções do trato urinário (ITU), que ocorrem tanto em homens quanto em mulheres. Devido a considerações anatômicas, as ITUs são muito mais comuns em mulheres do que em homens. Nas mulheres, as bactérias podem atingir a bexiga mais facilmente devido a uma uretra mais curta e reta do que nos homens.2 Mulheres que usam técnicas de limpeza inadequadas, tomam banho em vez de chuveiros ou têm certas práticas de higiene podem predispor-se a ITUs mais frequentes devido à contaminação repetida do meato uretral com bactérias perirretais e outras.3

A avaliação da disúria começa com uma história detalhada e um exame físico completo. Sinais e sintomas associados de hematúria, sensibilidade suprapúbica, frequência urinária, urgência, febre, calafrios, náuseas, vômitos, dor lombar, dor no flanco, dor nas articulações ou erupção cutânea requerem acompanhamento rigoroso.4 O exame de urina é o teste inicial mais útil em um paciente com disúria. Os exames de urina positivos para nitritos apresentam um alto valor preditivo de uma cultura de urina positiva (75% -95%). Os leucócitos positivos também são altamente preditivos, mas um pouco menos que os nitritos (65%-85%).5

Nos homens, a disúria é frequentemente causada por uretrite e problemas de próstata. A causa mais comum de uretrite masculina é infecciosa por organismos sexualmente transmissíveis, como Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis e Mycoplasma genitalium.6 A clamídia é a causa mais comumente identificada de uretrite não gonocócica (encontrada em cerca de 50% dos casos), seguida por Mycoplasma genitalium.

As abordagens de tratamento variam dependendo da etiologia subjacente. Para infecções bacterianas, antibióticos apropriados são prescritos com base nos resultados de cultura e sensibilidade. Para causas não infecciosas, o tratamento se concentra em abordar a condição subjacente, como remover irritantes, controlar problemas de próstata ou tratar cistite intersticial.5 A educação do paciente é crucial na prevenção de casos recorrentes de disúria, especialmente para aqueles com ITUs recorrentes, ISTs ou condições como vaginite atrófica.6

Citação científica

[1] Dysuria: What You Should Know About Burning or Stinging with Urination. Am Fam Physician. 2015 Nov 01;92(9):Online. DOI: https://doi.org/10.3390/jcm10225339

[2] Michels TC, Sands JE. Dysuria: Evaluation and Differential Diagnosis in Adults. Am Fam Physician. 2015 Nov 01;92(9):778-86. DOI: https://doi.org/10.3390/antibiotics10091104

[3] Geerlings SE. Clinical Presentations and Epidemiology of Urinary Tract Infections. Microbiol Spectr. 2016 Oct;4(5). DOI: https://doi.org/10.1128/microbiolspec.UTI-0002-2012

[4] Stamm WE. Chlamydia trachomatis infections: progress and problems. J Infect Dis. 1999 Mar;179 Suppl 2:S380-3. DOI: https://doi.org/10.1086/513844

[5] Gaydos C, Maldeis NE, Hardick A, Hardick J, Quinn TC. Mycoplasma genitalium compared to chlamydia, gonorrhoea and trichomonas as an aetiological agent of urethritis in men attending STD clinics. Sex Transm Infect. 2009 Dec;85(6):438-40. DOI: https://doi.org/10.1136/sti.2008.035477

[6] Workowski KA, Bolan GA; Centers for Disease Control and Prevention. Sexually transmitted diseases treatment guidelines, 2015. MMWR Recomm Rep. 2015 Jun 5;64(RR-03):1-137. DOI: https://doi.org/10.15585/mmwr.rr6403a1

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