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Parafimose

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Também conhecido como

Parafimose é o termo médico padrão e mais amplamente aceito para essa condição. Embora não existam sinônimos diretos comuns na literatura médica contemporânea, é crucial distingui-la da fimose, que é uma condição em que o prepúcio não pode ser retraído. Termos mais antigos ou coloquiais normalmente não são usados ​​na prática clínica.

Definição

A parafimose é uma emergência urológica que ocorre em homens não circuncidados ou inadequadamente circuncidados, quando o prepúcio é retraído atrás da glande e não pode retornar à sua posição anatômica normal. Esse aprisionamento leva à formação de um anel constritivo de tecido, que prejudica a drenagem venosa e linfática da glande e do prepúcio distal. Consequentemente, a glande do pênis e o prepúcio preso tornam-se progressivamente edematosos e inchados. Se não for tratada imediatamente, esta condição pode levar à insuficiência arterial, isquemia e potencialmente necrose (morte do tecido) da glande.¹ O objetivo principal do reconhecimento e tratamento da parafimose é aliviar a constrição, reduzir o inchaço e restaurar o fluxo sanguíneo normal para prevenir complicações graves, incluindo gangrena e autoamputação da glande em casos extremos e negligenciados. O mecanismo envolve a faixa apertada do prepúcio retraído agindo como um torniquete, levando a um ciclo de agravamento do inchaço e da constrição.¹

Do ponto de vista epidemiológico, a parafimose ocorre em aproximadamente 1% dos homens não circuncidados com mais de 16 anos. Segundo as Diretrizes da EAU sobre Urologia Pediátrica (2024), a parafimose é caracterizada pelo prepúcio retraído com um anel constritivo localizado ao nível do sulco coronal. A condição é mais prevalente em adolescentes e adultos jovens, embora também seja frequentemente observada em pacientes hospitalizados após cateterismo uretral, cistoscopia ou exame físico inadequado em que o prepúcio não foi reposicionado. O mecanismo fisiopatológico envolve compressão venosa e linfática pela banda constritiva do prepúcio retraído, resultando em congestão vascular progressiva, edema da glande e do prepúcio distal, e subsequente comprometimento do fluxo arterial. Sem intervenção, esse ciclo de congestão pode progredir para isquemia, necrose tecidual e, em casos extremos, gangrena da glande peniana. A presença de fimose relativa é um fator predisponente importante, pois o anel prepucial estreito aumenta o risco de aprisionamento após retração.

Contexto clínico

A parafimose é uma emergência urológica que requer atenção médica imediata. Ocorre quando o prepúcio de um homem não circuncidado ou parcialmente circuncidado é retraído atrás da glande e não pode retornar à sua posição flácida normal. Isso pode causar inchaço da glande e do prepúcio, restringindo o fluxo sanguíneo e potencialmente causando danos ou necrose nos tecidos se não for tratado rapidamente. A parafimose pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum em adolescentes e adultos do sexo masculino. Pode ser causada por vários fatores, incluindo retração forçada do prepúcio, falha em retornar o prepúcio à sua posição normal após limpeza ou micção, atividade sexual ou procedimentos médicos como cateterismo ou cistoscopia. Os pacientes geralmente apresentam dor, inchaço e descoloração da glande. O diagnóstico e a intervenção precoces são cruciais para prevenir complicações. O tratamento visa reduzir o inchaço e reduzir manualmente o prepúcio. Em alguns casos, pequenos procedimentos cirúrgicos podem ser necessários se a redução manual falhar. Educar os pacientes sobre a higiene e os cuidados adequados com o prepúcio é importante para a prevenção.

As Diretrizes da EAU recomendam tratar a parafimose por reposição manual e proceder à cirurgia se esta falhar (nível de evidência forte). A técnica de redução manual envolve compressão circunferencial da glande e do prepúcio por vários minutos para reduzir o edema, seguida de manipulação cuidadosa para reposicionar o prepúcio sobre a glande. Agentes osmóticos como soluções de dextrose, manitol, açúcar granulado ou gelo podem auxiliar na redução do edema em casos não emergenciais sem sinais de isquemia. Quando a redução manual falha, procedimentos auxiliares incluem aspiração com agulha da glande, punção múltipla do prepúcio edematoso com agulha fina ou tração com pinças de Babcock.

Se todas as tentativas conservadoras falharem, a incisão dorsal (dorsal slit) do prepúcio é o procedimento cirúrgico de emergência indicado. Após a resolução do episódio agudo, todos os pacientes devem ser avaliados para tratamento definitivo com circuncisão eletiva para prevenir recorrências. O diagnóstico diferencial deve incluir síndrome do torniquete peniano, angioedema e balanopostite. A consulta urológica urgente é necessária em casos de necrose peniana, obstrução urinária completa ou falha na redução manual. Os pacientes devem ser orientados a não retrair o prepúcio por pelo menos uma semana após a redução e evitar atividade sexual por vários dias.

Citação científica

[1] Manjunath AS, Hofer MD. Urologic Emergencies. Med Clin North Am. 2018 Mar;102(2):373-385. DOI: 10.1016/j.mcna.2017.10.013

Choe JM. Paraphimosis: current treatment options. Am Fam Physician. 2000 Dec 15;62(12):2623-6, 2628. PMID: 11142469. (Note: Direct DOI for the original AFP article is elusive. The PMID is the most reliable identifier here. A DOI found on ScienceDirect, 10.1016/j.nurpra.2006.07.009, appears to be for a different article that references Choe JM.)

Manjunath AS, Hofer MD. Urologic Emergencies. Med Clin North Am. 2018 Mar;102(2):373-385. doi: 10.1016/j.mcna.2017.10.013. PMID: 29406066.

McGregor TB, Pike JG, Leonard MP. Pathologic and physiologic phimosis: approach to the phimotic foreskin. Can Fam Physician. 2007 Mar;53(3):445-8. PMID: 17872680; PMCID: PMC1949079. (Note: This article primarily discusses phimosis, not paraphimosis, but was requested as a reference. The DOI 10.1136/adc.43.228.200 found previously seems to be for a different article; PMC and PMID are the most reliable identifiers for this specific article by McGregor et al.)

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