Também conhecido como
Esclerose arterial, doença vascular arteriosclerótica, endurecimento das artérias, doença arterial coronariana (quando afeta as artérias coronárias), acúmulo de placa arterial, doença arterial ateromatosa
Definição
A aterosclerose é uma doença cardiovascular progressiva caracterizada pelo acúmulo de depósitos de gordura, colesterol, resíduos celulares, cálcio e outras substâncias (coletivamente conhecidos como placa) no revestimento interno das artérias.1 Esse acúmulo faz com que as paredes arteriais se tornem espessas e endurecidas, estreitando gradualmente o lúmen arterial e reduzindo o fluxo sanguíneo para órgãos e tecidos vitais.2 À medida que a doença progride, a redução do fluxo sanguíneo pode levar a várias manifestações clínicas, incluindo a disfunção erétil, que ocorre quando um suprimento sanguíneo inadequado atinge os tecidos penianos.3
A fisiopatologia envolve disfunção endotelial, inflamação, acúmulo lipídico e proliferação de células musculares lisas, criando um ciclo de dano e reparo arterial que, em última análise, leva a um comprometimento vascular significativo.4 A aterosclerose pode afetar praticamente qualquer artéria do corpo, incluindo as artérias coronárias, carótidas, periféricas e penianas, tornando-a uma doença sistêmica com diversas apresentações clínicas.5
Contexto clínico
A aterosclerose desempenha um papel significativo na fisiopatologia da disfunção erétil (ED), pois o fluxo sanguíneo peniano adequado é essencial para alcançar e manter ereções.1 A conexão entre aterosclerose e ED está bem estabelecida na prática clínica, com a ED frequentemente precedendo outras manifestações cardiovasculares em 2 a 5 anos, tornando-a um potencial sinal de alerta precoce de doença vascular sistêmica.3
A seleção de pacientes para o rastreamento da aterosclerose deve incluir homens que apresentam ED e possuem fatores de risco cardiovascular, como hipertensão, dislipidemia, diabetes mellitus, obesidade, tabagismo ou histórico familiar de doença cardiovascular prematura.4 A abordagem clínica envolve uma avaliação abrangente do risco cardiovascular, incluindo perfis lipídicos, medição da pressão arterial e, potencialmente, estudos vasculares não invasivos, como a medição da velocidade da onda de pulso braquial-tornozelo.1
As estratégias de tratamento concentram-se na modificação dos fatores de risco por meio de mudanças no estilo de vida (cessação do tabagismo, controle do peso, atividade física regular) e intervenções farmacológicas direcionadas à dislipidemia, hipertensão e hiperglicemia.2 Os inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5) são comumente prescritos para o manejo da ED, mas devem ser usados com cautela em pacientes com doença cardiovascular grave.4 É importante destacar que qualquer mudança no estilo de vida que melhore a saúde cardíaca normalmente também melhora a função erétil, destacando a natureza sistêmica da doença aterosclerótica.4
