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Teste do Cotonete

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Também conhecido como

Teste do cotonete, Teste de mobilidade uretral, Q-tip test

Definição

O teste do cotonete (Q-tip test) foi descrito pela primeira vez por Crystle et al. em 1971. É um teste clínico simples e de baixo custo utilizado para avaliar a mobilidade uretral, a vulvodínia e a incontinência urinária. Avalia a mobilidade da uretra durante o repouso e o aumento da pressão intra-abdominal. Pode predizer os desfechos cirúrgicos, mas não é suficiente para a tomada de decisão cirúrgica. O teste do cotonete pode ser utilizado como teste de triagem quando a avaliação urodinâmica não estiver disponível e também em conjunto com os estudos urodinâmicos.

Contexto clínico

O teste do cotonete é utilizado principalmente na avaliação da hipermobilidade uretral, da vulvodínia e da incontinência urinária. É uma ferramenta valiosa para os médicos avaliarem o grau de descida uretral durante o esforço, o que pode ser indicativo de incontinência urinária de esforço. Para a vulvodínia, o teste ajuda a identificar áreas específicas de sensibilidade no vestíbulo vulvar. Embora possa predizer resultados cirúrgicos para a incontinência urinária de esforço, geralmente não é suficiente por si só para a tomada de decisão cirúrgica definitiva e é frequentemente utilizado em conjunto com a avaliação urodinâmica. A seleção de pacientes para o teste do cotonete envolve tipicamente indivíduos que apresentam sintomas de incontinência urinária ou dor pélvica, especialmente aqueles com suspeita de hipermobilidade uretral ou vulvodínia. O procedimento consiste em inserir uma haste flexível com algodão lubrificada na uretra ou aplicá-la em áreas específicas do vestíbulo vulvar, observando-se o ângulo de deflexão ou a resposta dolorosa da paciente. Os desfechos esperados variam de acordo com a condição avaliada; para a hipermobilidade uretral, um teste positivo (ângulo > 30 graus) sugere hipermobilidade, enquanto para a vulvodínia, auxilia no mapeamento das áreas de dor. O teste é simples, não invasivo e fornece resposta imediata, auxiliando no diagnóstico e orientando as estratégias de conduta subsequentes.

Citação científica

[1] Crystle CD, Charme LS, Copeland WE. Q-tip test: a study of 200 women. Obstet Gynecol. 1971;38(2):313-5.

[2] Robledo D, Zuluaga L, Bravo-Balado A, Domínguez C, Trujillo CG, Caicedo JI, Rondón M, Azuero J, Plata M. Present value of the Urethral mobility test as a tool to assess stress urinary incontinence due to Intrinsic sphincteric deficiency. Scientific Reports. 2020 Dec 2;10(1):1-7. DOI: 10.1038/s41598-020-77493-1

[3] Reed BD, Plegue MA, Harlow SD, Haefner HK, Sen A. Does the degree of vulvar sensitivity predict vulvodynia characteristics and prognosis? The Journal of Pain. 2017 Feb 1;18(2):113-23. DOI: 10.1016/j.jpain.2016.10.003

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[5] Vieira-Baptista P, Lima-Silva J, Beires J, Donders G. Women without vulvodynia can have a positive 'Q-tip test': a cross sectional study. Journal of Psychosomatic Obstetrics & Gynecology. 2017 Oct 2;38(4):256-9. DOI: 10.1080/0167482X.2017.1354070

[6] Swift S, Barnes D, Herron A, Goodnight W. Test-retest reliability of the cotton swab (Q-tip®) test in the evaluation of the incontinent female. International urogynecology journal. 2010 Aug;21(8):963-7. DOI: 10.1007/s00192-010-1114-6