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Estenose da Artéria Renal

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Também conhecido como

Doença renovascular, Doença vascular renal, Estenose aterosclerótica da artéria renal (ARAS), Hipertensão renovascular (quando causa hipertensão), Nefropatia isquêmica (quando causa dano renal), Doença oclusiva da artéria renal

Definição

A estenose da artéria renal (EAR) é uma condição vascular caracterizada pelo estreitamento de uma ou ambas as artérias renais, levando à redução do fluxo sanguíneo para os rins.1 Esse estreitamento pode resultar de duas etiologias primárias: aterosclerose, responsável por aproximadamente 90% dos casos, ou displasia fibromuscular (DMF), que compreende cerca de 10% dos diagnósticos.2 Aterosclerose A EAR normalmente afeta o terço proximal da artéria renal, incluindo a aorta perirrenal e o óstio, enquanto a FMD geralmente envolve os dois terços distais da artéria renal.3 A perfusão renal reduzida ativa o sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), que pode levar à hipertensão renovascular, nefropatia isquêmica e, em casos graves, doença renal crônica.4 A EAR é considerada uma das principais causas de hipertensão secundária, afetando aproximadamente 1% a 10% dos 50 milhões de pessoas com hipertensão nos Estados Unidos.5

Contexto clínico

A estenose da artéria renal é clinicamente significativa em vários contextos, principalmente como causa de hipertensão secundária e disfunção renal progressiva.1 A apresentação clínica varia dependendo da gravidade, progressão e se a estenose é unilateral ou bilateral.

Critérios de seleção de pacientes:

Os pacientes que devem ser avaliados para EAR incluem aqueles com:

  • Início repentino ou agravamento da hipertensão, especialmente após os 55 anos2
  • Hipertensão resistente (que requer três ou mais medicamentos)3
  • Episódios recorrentes de edema pulmonar súbito ou insuficiência cardíaca congestiva inexplicável4
  • Insuficiência renal progressiva inexplicada5
  • Disparidade significativa nos tamanhos dos rins (>1,5 cm de diferença)2
  • Azotemia inexplicável ao iniciar inibidores da ECA ou bloqueadores dos receptores da angiotensina3

Procedimentos de diagnóstico:

O diagnóstico normalmente envolve uma combinação de suspeita clínica e estudos de imagem:

  • Ultrassonografia duplex Doppler: uma ferramenta de triagem inicial não invasiva com sensibilidade variável (60-90%)4
  • Angio tomografia computadorizada (CTA): oferece excelentes detalhes anatômicos, mas requer contraste iodado5
  • Angiografia por ressonância magnética (ARM): fornece boa visualização sem contraste iodado, mas pode ser contraindicada em pacientes com insuficiência renal grave4
  • Arteriografia renal: o padrão-ouro para diagnóstico, mas invasivo e apresenta riscos de nefropatia por contraste5

Abordagens de tratamento:

As estratégias de gerenciamento incluem:

  • Terapia médica: medicamentos anti-hipertensivos (particularmente inibidores da ECA e BRA em doenças unilaterais), estatinas, agentes antiplaquetários e modificação de fatores de risco2,4
  • Revascularização: angioplastia renal transluminal percutânea com implante de stent para pacientes selecionados com estenose grave e hemodinamicamente significativa, especialmente aqueles com edema pulmonar recorrente, disfunção renal progressiva ou hipertensão resistente3,5
  • Revascularização cirúrgica: Reservada para casos complexos inadequados para abordagens endovascular4

Resultados esperados:

Os resultados variam com base na seleção do paciente e no momento da intervenção:

  • A melhora da pressão arterial ocorre em 60-80% dos pacientes adequadamente selecionados após a revascularização2
  • A estabilização ou melhoria da função renal é observada em aproximadamente 30-50% dos pacientes5
  • A redução de eventos cardiovasculares e o benefício de sobrevida permanecem controversos e dependem da seleção apropriada do paciente3,4

O estudo Cardiovascular Outcomes in Renal Atherosclerotic Lesions (CORAL) demonstrou que a maioria dos pacientes com EAR aterosclerótica pode ser tratada apenas com terapia médica ideal, com revascularização reservada para subgrupos específicos de alto risco.3,5

Citação científica

[1] Silva J, Tonheiro J, Rodrigues F. The "Silent Enemy" Called Renal Artery Stenosis: A Mini-Review. J Vasc Dis. 2025;4(1):10. DOI: https://doi.org/10.3390/jvd4010010

[2] Dobrek L. An Outline of Renal Artery Stenosis Pathophysiology—A Narrative Review. Life. 2021;11(3):208. DOI: https://doi.org/10.3390/life11030208

[3] Weber BR, Dieter RS. Renal artery stenosis: epidemiology and treatment. Int J Nephrol Renovasc Dis. 2014;7:169-181. DOI: https://doi.org/10.2147/IJNRD.S40175

[4] Bokhari MR, Bokhari SRA. Renal Artery Stenosis. StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023. PMID: 28613718

[5] Sarafidis PA, Persu A, De Leeuw PW, et al. Atherosclerotic renovascular disease: a clinical practice update. Nephrol Dial Transplant. 2023;38(12):2835-2850. DOI: https://doi.org/10.1093/ndt/gfad171