Resposta detalhada
Os implantes penianos foram projetados para oferecer uma solução de longo prazo para homens com disfunção erétil (DE) que não responderam às terapias conservadoras. Os dois tipos principais de implantes penianos são os infláveis (geralmente sistemas de 3 peças) e as hastes semirrígidas (maleáveis) [1]. Os modelos infláveis são mais utilizados devido à sua aparência e ao seu funcionamento mais naturais, embora nenhum ensaio clínico randomizado controlado prospectivo tenha comparado as taxas de satisfação entre os diferentes tipos de implantes [1].
De acordo com as diretrizes da Associação Europeia de Urologia (EAU), a durabilidade das próteses penianas foi bem documentada em uma metanálise que mostrou taxas de sobrevida do implante de 93,3% em 1 ano, 91,0% em 3 anos, 87,2% em 5 anos, 76,8% em 10 anos, 63,7% em 15 anos e 52,9% em 20 anos [2]. Isso indica que, embora muitos implantes funcionem bem por 10–15 anos, sua longevidade pode ser ainda maior em alguns casos, com aproximadamente metade ainda funcionando após 20 anos.
A longevidade do implante depende de vários fatores:
- Tipo de implante: os implantes infláveis podem ser mais suscetíveis à falha mecânica ao longo do tempo em comparação com os semirrígidos, embora os dispositivos modernos dos principais fabricantes tenham taxas de falha mecânica inferiores a 5% após 5 anos de acompanhamento [3].
- Técnica cirúrgica: a habilidade e a experiência do cirurgião podem influenciar os resultados e reduzir a necessidade de uma revisão precoce [4].
- Fatores do paciente: o estado geral de saúde, a presença de diabetes, cirurgias anteriores ou infecções podem afetar a vida útil do implante [5].
Quando um implante deixa de funcionar adequadamente, pode ser necessária uma cirurgia de revisão. As diretrizes da EAU observam que técnicas cirúrgicas cuidadosas com profilaxia antibiótica adequada reduziram as taxas de infecção para 2–3% na implantação primária em pacientes de baixo risco e em centros de alto volume [6]. A taxa de infecção pode ser reduzida ainda mais, para 1–2%, com o uso de próteses impregnadas com antibiótico ou com revestimento hidrofílico [7].
Se um implante falhar ou surgirem complicações, o urologista poderá substituir o componente defeituoso ou revisar todo o sistema. Recomenda-se que os pacientes procurem avaliação imediata se o funcionamento piorar.
De modo geral, os implantes penianos oferecem uma alta taxa de satisfação (92–100% nos pacientes e 91–95% nas parceiras ou parceiros) [8], e muitos homens e suas parceiras ou parceiros relatam melhora significativa da função sexual e da qualidade de vida após o aconselhamento adequado.
Das diretrizes clínicas
"Implante uma prótese peniana se outros tratamentos falharem ou de acordo com a preferência do paciente. Os pacientes devem ser plenamente informados sobre os benefícios e os danos associados ao procedimento." [9]